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Explante de Silicone: O Que É e Quando é Indicado | Dra. Daniele Pace

By Explante de silicone, Mamas No Comments

Explante de Silicone: O Que É, Quando é Indicado e Como é Feito

Entenda os motivos que levam à retirada das próteses de mama, as opções de técnica e o que esperar do procedimento

A procura pelo explante de silicone tem crescido bastante nos últimos anos no Brasil. Motivos estéticos, funcionais ou de saúde levam muitas mulheres a considerar a retirada das próteses de mama, mas ainda existe bastante desinformação sobre o assunto. Neste artigo, explico quando o explante é indicado, como é realizado e desfaço alguns dos mitos mais comuns sobre o procedimento.

O Que É o Explante de Silicone

O explante de silicone é a cirurgia que remove as próteses de mama previamente implantadas. Ele pode ser feito de forma isolada, apenas com a retirada do implante, ou combinado com outros procedimentos, como a capsulectomia, que remove a cápsula de tecido cicatricial formada ao redor da prótese, e a mastopexy, que reposiciona e remodela a mama após a retirada do volume.

A escolha da técnica depende do motivo que levou ao explante, da condição da cápsula periprotética e do resultado estético desejado pela paciente.

Principais Motivos Para o Explante

Cada paciente tem uma motivação diferente para buscar o explante. Entre as razões mais comuns, estão:

  • Contratura capsular: endurecimento e deformidade da mama causados pelo espessamento da cápsula ao redor do implante
  • Ruptura do implante: identificada por exame de imagem, com ou sem sintomas associados
  • Sintomas sistêmicos: algumas pacientes relatam fadiga, dores articulares e outros sintomas associados à chamada síndrome ASIA, ainda em estudo pela literatura médica
  • Mudança de desejo estético: pacientes que não se identificam mais com o volume ou que preferem um resultado mais natural
  • Alerta de segurança de fabricante: casos de recall ou recomendação de substituição de determinados modelos de prótese

Independentemente do motivo, uma avaliação médica detalhada, com exames de imagem atualizados, é o primeiro passo para planejar o procedimento com segurança.

Explante Simples vs. Explante com Capsulectomia

Explante Simples

Consiste apenas na retirada do implante, mantendo a cápsula periprotética. É indicado quando a cápsula está saudável e não há indicação clínica para sua remoção.

Explante com Capsulectomia

Remove o implante junto com a cápsula ao seu redor, total ou parcialmente. É indicado em casos de contratura capsular, alterações na cápsula ou por preferência da paciente, sendo uma cirurgia mais extensa.

Explante com Mastopexy

Combina a retirada do implante com o reposicionamento do tecido mamário remanescente, indicado para pacientes que apresentam flacidez ou ptose mamária após a remoção do volume da prótese.

Como é Realizada a Cirurgia

O explante é realizado sob anestesia geral ou sedação, com duração média de uma a três horas, variando conforme a complexidade do caso. Sempre que possível, a incisão original utilizada na colocação da prótese é reaproveitada, minimizando novas cicatrizes.

Quando indicada, a capsulectomia exige uma dissecção mais cuidadosa, já que a cápsula pode estar aderida a estruturas próximas. Ao final do procedimento, dependendo da técnica, um dreno pode ser posicionado temporariamente para evitar acúmulo de líquidos.

Recuperação: O Que Esperar

A recuperação do explante costuma ser mais tranquila que a da colocação inicial das próteses, especialmente nos casos de explante simples. Ainda assim, é normal sentir desconforto e inchaço nos primeiros dias.

  • Primeira semana: repouso relativo e uso de sutiã cirúrgico compressivo
  • 2 a 3 semanas: retorno gradual às atividades leves do dia a dia
  • 4 a 6 semanas: liberação progressiva para atividades físicas, conforme avaliação individual
  • Alguns meses: a pele e o tecido mamário continuam se acomodando ao novo volume

É importante ter uma conversa franca sobre expectativas antes da cirurgia, já que a mama tende a apresentar alguma flacidez após a retirada do volume da prótese, sobretudo quando não é associada à mastopexy.

Mitos e Verdades Sobre o Explante

Mito

“Depois do explante, a mama fica completamente disforme e sem jeito.”

Verdade

O resultado depende muito da qualidade da pele e do volume mamário remanescente. Em muitos casos, a associação com mastopexy proporciona um contorno harmônico mesmo sem o implante.

Mito

“Toda cápsula precisa ser removida, sempre.”

Verdade

A remoção da cápsula é indicada em situações específicas, como contratura capsular ou alterações identificadas em exames. Nem toda paciente precisa de capsulectomia.

Mito

“O explante é sempre mais simples que a colocação da prótese.”

Verdade

Quando associado à capsulectomia ou à mastopexy, o explante pode ser tecnicamente mais complexo e demorado do que a cirurgia original de colocação.

Riscos e Cuidados Importantes

Como toda cirurgia, o explante envolve riscos, como sangramento, infecção, seroma e alterações de sensibilidade. No caso da capsulectomia, existe ainda o risco de lesão a estruturas próximas, dependendo do grau de aderência da cápsula. Por isso, o procedimento deve ser realizado por um cirurgião plástico com registro no CRM e título de especialista pela SBCP.

Uma avaliação pré-operatória completa, com exames de imagem atualizados e histórico clínico detalhado, é essencial para planejar a técnica mais adequada e segura para cada caso.

Perguntas Frequentes

Em muitos casos, sim, especialmente quando o explante é combinado com uma mastopexy, que reposiciona o tecido mamário. O resultado depende da qualidade da pele e do tempo de uso do implante.

Sim, é possível trocar o implante na mesma cirurgia, caso a paciente deseje manter algum volume. Essa decisão deve ser conversada detalhadamente na consulta.

Muitas pacientes relatam melhora dos sintomas após o explante, mas a relação ainda é estudada pela literatura médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente, muitas vezes em conjunto com outras especialidades.

Não existe um tempo mínimo fixo. A indicação depende do motivo da retirada, podendo ser feita a qualquer momento quando há indicação clínica ou desejo da paciente.

Sempre que possível, a mesma incisão original é reutilizada, o que evita a formação de novas cicatrizes. Em casos de capsulectomia mais extensa, pode ser necessário ampliar levemente a incisão.

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Mamoplastia Redutora: Quando a Cirurgia é Indicada | Dra. Daniele Pace

By Cirurgia plástica, Cirurgia Plástica Curitiba, Mamas No Comments

Mamoplastia Redutora: Quando a Cirurgia de Redução das Mamas é Indicada

Entenda os sinais, benefícios e o que esperar da cirurgia de redução mamária

Mamas muito volumosas não são apenas uma questão estética. Para muitas mulheres, elas representam dor nas costas, marcas profundas nos ombros e limitações no dia a dia. A mamoplastia redutora é a cirurgia que trata justamente essa condição, conhecida clinicamente como hipertrofia mamária. Neste artigo, explico quando ela é indicada, como é realizada e o que esperar da recuperação.

O Que É a Mamoplastia Redutora

A mamoplastia redutora é a cirurgia que remove o excesso de tecido mamário, pele e gordura das mamas, reduzindo seu volume e peso. Além disso, o procedimento eleva e remodela as mamas, proporcionando um contorno mais harmônico e proporcional ao corpo.

Diferente do que muitas pacientes imaginam, essa não é uma cirurgia puramente estética. Na maioria dos casos, ela é considerada reparadora, já que trata sintomas físicos reais causados pelo excesso de volume mamário.

Sinais de Que a Cirurgia Pode Ser Necessária

Muitas mulheres convivem por anos com sintomas de gigantomastia sem saber que existe uma solução cirúrgica eficaz. Entre os sinais mais comuns, estão:

  • Dor crônica nas costas, pescoço e ombros, muitas vezes agravada ao longo do dia
  • Marcas profundas e persistentes causadas pelas alças do sutiã
  • Assaduras e irritações na pele abaixo das mamas, especialmente no verão
  • Dificuldade para praticar atividades físicas ou encontrar roupas que sirvam bem
  • Postura encurvada, desenvolvida como forma de compensar o peso excessivo
  • Desconforto emocional relacionado à autoimagem e à limitação das mamas volumosas

Se você se identifica com vários desses pontos, vale conversar com um cirurgião plástico para avaliar se a mamoplastia redutora é indicada para o seu caso.

Benefícios Além da Estética

Alívio das dores musculoesqueléticas

Com a redução do peso mamário, grande parte das pacientes relata melhora significativa das dores nas costas e nos ombros já nos primeiros meses após a cirurgia.

Mais liberdade para atividades físicas

Mamas menores e mais firmes facilitam a prática de exercícios, algo que muitas pacientes evitavam justamente pelo desconforto causado pelo volume excessivo.

Melhora da autoestima

Roupas passam a vestir melhor e a postura tende a melhorar, o que reflete diretamente na confiança e no bem-estar emocional da paciente.

Como é Realizada a Cirurgia

A mamoplastia redutora é realizada sob anestesia geral ou sedação, com duração média de duas a quatro horas. A técnica escolhida depende do volume a ser reduzido e das características individuais de cada paciente, mas em geral envolve a remoção do excesso de tecido glandular, pele e gordura, seguida do reposicionamento da aréola e do mamilo em uma altura mais harmônica.

As cicatrizes variam conforme a técnica, podendo ficar ao redor da aréola, verticalmente até o sulco mamário, ou, em casos de redução mais significativa, também horizontalmente no sulco. Sempre que possível, busco técnicas que minimizem a extensão das cicatrizes.

Recuperação: O Que Esperar

Nos primeiros dias após a cirurgia, é normal sentir dor, inchaço e sensibilidade nas mamas, sintomas que são controlados com medicação prescrita. O uso de sutiã cirúrgico é indicado por várias semanas para dar suporte adequado durante a cicatrização.

  • Primeira semana: repouso relativo e uso contínuo do sutiã cirúrgico
  • 2 a 3 semanas: retorno às atividades leves do dia a dia
  • 4 a 6 semanas: liberação gradual para atividades físicas, conforme avaliação médica
  • Alguns meses: as cicatrizes continuam amadurecendo e clareando progressivamente

Resultados e Amamentação

Os resultados da mamoplastia redutora costumam trazer alívio imediato aos sintomas físicos, além de um contorno mamário mais harmônico e proporcional. Como qualquer cirurgia mamária, o procedimento pode, em alguns casos, afetar a capacidade de amamentar no futuro, dependendo da técnica utilizada e da quantidade de tecido glandular removido.

Por isso, se você planeja engravidar, é fundamental discutir esse ponto detalhadamente durante a consulta, para que a técnica seja adaptada da forma mais adequada possível às suas prioridades.

Perguntas Frequentes

Em muitos casos, sim, já que a cirurgia costuma ser classificada como reparadora quando há sintomas físicos comprovados de hipertrofia mamária. A cobertura depende da avaliação e da documentação apresentada ao convênio.
As cicatrizes variam conforme a técnica e o volume removido, mas tendem a clarear e amadurecer ao longo de um a dois anos. Elas costumam ficar posicionadas em áreas discretas, como ao redor da aréola.
Depende da técnica utilizada e da extensão da redução. Muitas pacientes conseguem amamentar normalmente, mas é importante conversar sobre esse ponto na consulta se a maternidade estiver nos seus planos.
Os resultados costumam ser duradouros, mas fatores como envelhecimento, gestações futuras e grandes oscilações de peso podem alterar o formato das mamas ao longo dos anos.
Em geral, recomenda-se aguardar o desenvolvimento mamário completo, o que costuma ocorrer ao final da adolescência. Cada caso é avaliado individualmente durante a consulta.

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